Ontem à tarde, decidi fazer pimentos recheados, assim, de repente, porque tinha alguns pimentos no frigorífico que estavam começando a murchar nas pontas, e a carne picada eu já tinha tirado na noite anterior, mas não estava a fim de almôndegas novamente. A primeira vez que experimentei os pimentos recheados, para ser sincero, esqueci de retirar todas as sementes e, depois de assados, senti, a cada colherada, uma surpresa crocante, não era bem o que deveria ser. Agora, depois de os ter feito tantas vezes, nem me apresso – tiro o talo, viro o pimento do avesso, lavo bem, para ter certeza de que não fica nada estranho por dentro. Além disso, de cada vez, sem exceção, acabo fazendo também um punhado de sarma, porque não consigo acertar exatamente a quantidade de recheio para caber apenas nos pimentos. Nem tento. É assim mesmo.
Se você parar para pensar, todo esse processo leva cerca de duas horas. Das quais, cerca de 40 minutos você passa cortando e misturando, o resto do tempo fica de olho no forno e navegando na internet ou fazendo algo ao redor. Com as quantidades abaixo, consigo cerca de 6-7 porções, ou seja, o suficiente para ter também no dia seguinte para o almoço – se os amigos não atacarem a panela. Não é exatamente simples, mas também não é uma grande aventura. Se você se vira bem com a cebola e não se assusta com a ideia de lavar alguns pimentos, está tudo ok.
O principal motivo pelo qual faço pimentos recheados cerca de duas vezes por mês é porque você pode adaptá-los ao seu gosto. Uma vez que você pega o jeito, pode mudar o recheio conforme a vontade: mais arroz se quiser que fiquem mais suculentos, ou o contrário, coloque mais carne se quiser que sejam mais substanciais. E nem acredito que haja duas vezes seguidas que saiam iguais; às vezes coloco endro, outras vezes esqueço. Às vezes coloco cenoura ralada, outras coloco salsa no lugar. É aquele tipo de comida que perdoa quando você não está prestando atenção. E mais uma coisa: absorve qualquer coisa que você tenha a mais na geladeira. Sobrou um pedaço de linguiça defumada? Jogue na mistura. Arroz basmati em vez do comum? Funciona perfeitamente, só não se esqueça de lavá-lo bem.
INGREDIENTES (incluindo o que eu costumo usar):
16 pimentos médios – o mais iguais possível em tamanho, caso contrário, assam de maneira desigual. Sem manchas, se possível.
1 kg de carne picada – mistura de carne de vaca e porco, para não ficar muito seca nem muito gordurosa. Se você tiver apenas porco ou apenas vaca, não é um problema.
Uma xícara de arroz (cerca de 200 g) – não escolho variedades que se desfaçam rapidamente, um arroz simples funciona perfeitamente. Dá liga e textura, não é só para encher a barriga.
3 cebolas grandes – dão sabor e um bom remédio para o recheio, nunca as tiro da receita.
2-3 colheres de sopa de tomates picados ou extrato de tomate – para cor e aquele leve azedinho bom.
100 ml de óleo – cerca de duas colheres de sopa, o óleo ajuda a dourar e assar.
2-3 tomates maduros – para colocar por cima, não só pela aparência, mas também para que o recheio não resseque.
Um maço de endro (às vezes coloco salsa, mas não sempre) – a erva dá sabor, especialmente no final.
Algumas grãos de pimenta e sal – a gosto, para não ficar tudo sem sabor.
Um pouco de tomilho (seco ou fresco, tanto faz)
Água fria, o suficiente para encher a panela, adiciona depois de arrumar os pimentos no forno.
MODO DE PREPARAÇÃO
1. Limpe os pimentos do talo e das sementes. Faça isso com cuidado, porque se você rasgar demais na parte de cima, o pimento pode se romper e o recheio escorre. Eu os lavo bem, até duas vezes, porque sempre encontro alguma semente presa em algum lugar.
2. Corte a cebola bem picada, o mais fino possível sem chorar sobre a tábua. Não precisa ser uma pasta, mas também não pedaços grossos. Se você tiver algum resto de cenoura na geladeira, pode ralar e colocar para refogar, para dar sabor e um pouco de doçura.
3. Aqueça cerca de 50 ml de óleo em uma panela maior e coloque a cebola para refogar. Não frite, apenas amoleça e deixe cheirar bem. Após dois ou três minutos, baixe o fogo, adicione a carne picada. Mexa sempre, para não grudar, por cerca de 5-6 minutos, até a carne não estiver mais rosada e começar a soltar a gordura.
4. Lave bem o arroz de duas a três vezes, até não soltar mais água esbranquiçada. Eu coloco diretamente sobre a carne e a cebola, para que absorva o sabor. Misture no fogo por mais 2-3 minutos, até ficar translúcido, não cozinhe completamente. Agora adicione as colheres de extrato de tomate ou tomates picados. Deixe tudo no fogo médio por cerca de 3-4 minutos, apenas para homogeneizar.
5. Despeje tudo em uma bacia ou tigela grande (eu gosto de ter espaço para misturar bem com as mãos, não apenas com a colher). Aqui adicione o sal, a pimenta, o endro e, se quiser, um punhado de salsa. Prove o sal no final, antes de rechear. Se o recheio estiver um pouco seco, você pode regar com meia xícara de água.
6. Recheie os pimentos com uma colher, mas não os aperte demais. Deve deixar um pouco de espaço em cima, pois o arroz ainda vai expandir. Não coloque até a borda, pois transbordam e não fica muito elegante quando você os tira do prato.
7. Corte os tomates em fatias finas, cubra cada pimento com uma fatia. Não é obrigatório, mas a parte assada no final é muito boa.
8. Prepare uma panela funda ou um caldeirão, unte o fundo com o restante do óleo (cerca de 2-3 colheres). Arrume os pimentos com as “tampas” de tomate para cima, para que fiquem bem próximos uns dos outros, mas sem amassá-los.
9. Despeje água fria, o suficiente para chegar à metade dos pimentos, ou um pouco mais. Não os submerja completamente, pois não precisa que nadem.
10. Leve ao forno, em temperatura média (180°C funciona para mim) por cerca de uma hora e quinze minutos. Se quiser, pode deixar a panela coberta com uma tampa ou papel alumínio nos primeiros 45 minutos, depois descubra para dourar. Cerca de 10 minutos antes de retirá-los, polvilhe tomilho e o restante dos tomates em cubos, para dar sabor e aparência. Pronto!
DICAS ÚTEIS
- Não recheie os pimentos até o topo, pois o arroz se expande e eles podem estourar ou vazar. É uma armadilha clássica, nas primeiras vezes aconteceu comigo.
- Se você não quer ligar o forno, pode fazê-los no fogão em fogo baixo, apenas tenha uma panela de fundo grosso, para não grudar.
- Verifique para não esquecer o sal; o recheio sem sal não é salvo nem com creme de leite e pimenta na hora de servir.
- Se quiser um pouco de fumaça, pode adicionar um pedaço de defumado ou um pequeno joelho de porco ao molho do assado (mas atenção ao sal).
- Para uma cor mais intensa e sabor mais pronunciado, você pode misturar um pouco de extrato de tomate na água.
SUBSTITUIÇÕES (para quem precisar):
- O arroz pode ser trocado por quinoa ou amaranto para quem não quer glúten ou tem intolerâncias. Funciona, mas o sabor não é o mesmo. Se você quer algo “baixo em carboidratos”, retire o arroz e coloque cogumelos picados.
- A carne pode ser apenas de vaca, apenas de porco ou mesmo frango picado. Para uma versão vegana, use apenas cogumelos, arroz e muitas ervas.
- A erva pode ser ajustada conforme o que você tem na geladeira: endro, salsa, até um pouco de estragão se você gosta do sabor forte.
- Se você tem intolerância à cebola, experimente alho-poró ou cebolinhas verdes, embora não fique exatamente igual.
VARIAÇÕES
- O recheio pode ser feito metade carne, metade legumes (berinjela picada ou abobrinha), se achar muito pesado.
- Se não tiver pimentos, pode rechear tomates, abobrinhas ou até cebolas grandes cozidas previamente (para os nostálgicos ou experimentadores).
- Para um sabor especial, às vezes coloco um pouco de queijo maturado ralado na mistura – funciona surpreendentemente bem.
- Você pode misturar um pouco de molho de soja no recheio, para um toque mais umami, mas sem exageros.
IDEIAS DE SERVIÇO
- O melhor é no dia seguinte, aquecido lentamente. Um creme de leite espesso por cima e, se quiser algo fresco, uma salada de tomates picados com cebola e um pouco de óleo.
- Combina perfeitamente com pão torrado ou polenta.
- Para beber, uma cerveja clara e gelada é a escolha clássica, mas um vinho branco seco também combina muito bem.
- Se tiver convidados, coloque os pimentos em um grande prato, polvilhe endro fresco por cima, fica bonito e enche a barriga.
PERGUNTAS FREQUENTES
1. Por que meus pimentos se desfazem ao assar?
- Mais frequentemente porque você os limpou de forma muito agressiva ou usou pimentos muito maduros, que se rompem facilmente. Ou você recheou demais, e o arroz rompeu as paredes. Recheie-os levemente e não os deixe muito tempo no forno.
2. Como posso tornar os pimentos mais leves para o estômago?
- Use carne magra (de frango ou vaca) e diminua a quantidade de arroz. Adicione mais legumes ao recheio (abobrinha, cogumelos). Pule a fritura da cebola em muito óleo, use água ou muito pouco óleo.
3. Como sei quando os pimentos estão prontos?
- Quando o pimento estiver macio ao garfo e o arroz de dentro estiver completamente cozido, não crocante. Se tiver dúvidas, retire um e corte – é a única maneira segura.
4. Posso congelar os pimentos recheados?
- Sim, mas ao descongelar ficam mais macios, não têm mais a textura firme. O melhor é congelá-los depois de esfriarem, em porções pequenas, e deixá-los descongelar lentamente na geladeira antes de reaquecer.
5. O que faço se sobrar recheio?
- Faça pequenas sarmas em folhas de repolho ou videira, ou coloque diretamente em abobrinhas cortadas ao meio. Ou asse diretamente, em forma de almôndegas, com um pouco de molho por cima.
VALORES NUTRICIONAIS (por porção média, a partir de 7 porções):
Cerca de 350-400 kcal por porção, se não colocar creme de leite em excesso. Os macronutrientes, de forma aproximada: proteínas cerca de 20 g, gorduras cerca de 18 g, carboidratos aproximadamente 30-35 g, dependendo de quanto arroz e óleo você usa. A carne de porco e a de vaca trazem proteína e gordura, o arroz e o pimento fornecem carboidratos, e a cebola e os tomates, além do sabor, trazem fibras. Não é exatamente uma receita de dieta, mas também não é uma bomba calórica se você não exagerar com pão e creme de leite. Além disso, o fato de você incluir muitos legumes faz com que esses pimentos sejam mais “amigáveis” para o estômago do que outros com carne gordurosa.
COMO CONSERVAR E REAQUECER
Depois de esfriarem completamente, coloco tudo em um recipiente com tampa e guardo na geladeira, onde duram facilmente de 2 a 3 dias (se não forem comidos entre tempo). Para reaquecer, o melhor é no forno, coberto com papel alumínio ou tampa, em fogo baixo – assim não secam. Se estiver com pressa, também pode ser no micro-ondas, mas tenha cuidado para não explodir o recheio – às vezes, o vapor “explode” o pimento. Você pode reaquecer diretamente no molho deles, eventualmente com um toque de água, para que não fiquem secos nas bordas. Já aconteceu de eu esquecer uma porção na geladeira por quatro dias e estava ok, mas não recomendo. Se quiser congelar, coloque-os em sacos porcionados e descongele lentamente, para não ficarem com textura de esponja.
É isso. A partir daqui, cada um faz ao seu gosto e com o que tem na geladeira. Eu não encontrei duas versões iguais, sinceramente.
Se você parar para pensar, todo esse processo leva cerca de duas horas. Das quais, cerca de 40 minutos você passa cortando e misturando, o resto do tempo fica de olho no forno e navegando na internet ou fazendo algo ao redor. Com as quantidades abaixo, consigo cerca de 6-7 porções, ou seja, o suficiente para ter também no dia seguinte para o almoço – se os amigos não atacarem a panela. Não é exatamente simples, mas também não é uma grande aventura. Se você se vira bem com a cebola e não se assusta com a ideia de lavar alguns pimentos, está tudo ok.
O principal motivo pelo qual faço pimentos recheados cerca de duas vezes por mês é porque você pode adaptá-los ao seu gosto. Uma vez que você pega o jeito, pode mudar o recheio conforme a vontade: mais arroz se quiser que fiquem mais suculentos, ou o contrário, coloque mais carne se quiser que sejam mais substanciais. E nem acredito que haja duas vezes seguidas que saiam iguais; às vezes coloco endro, outras vezes esqueço. Às vezes coloco cenoura ralada, outras coloco salsa no lugar. É aquele tipo de comida que perdoa quando você não está prestando atenção. E mais uma coisa: absorve qualquer coisa que você tenha a mais na geladeira. Sobrou um pedaço de linguiça defumada? Jogue na mistura. Arroz basmati em vez do comum? Funciona perfeitamente, só não se esqueça de lavá-lo bem.
INGREDIENTES (incluindo o que eu costumo usar):
16 pimentos médios – o mais iguais possível em tamanho, caso contrário, assam de maneira desigual. Sem manchas, se possível.
1 kg de carne picada – mistura de carne de vaca e porco, para não ficar muito seca nem muito gordurosa. Se você tiver apenas porco ou apenas vaca, não é um problema.
Uma xícara de arroz (cerca de 200 g) – não escolho variedades que se desfaçam rapidamente, um arroz simples funciona perfeitamente. Dá liga e textura, não é só para encher a barriga.
3 cebolas grandes – dão sabor e um bom remédio para o recheio, nunca as tiro da receita.
2-3 colheres de sopa de tomates picados ou extrato de tomate – para cor e aquele leve azedinho bom.
100 ml de óleo – cerca de duas colheres de sopa, o óleo ajuda a dourar e assar.
2-3 tomates maduros – para colocar por cima, não só pela aparência, mas também para que o recheio não resseque.
Um maço de endro (às vezes coloco salsa, mas não sempre) – a erva dá sabor, especialmente no final.
Algumas grãos de pimenta e sal – a gosto, para não ficar tudo sem sabor.
Um pouco de tomilho (seco ou fresco, tanto faz)
Água fria, o suficiente para encher a panela, adiciona depois de arrumar os pimentos no forno.
MODO DE PREPARAÇÃO
1. Limpe os pimentos do talo e das sementes. Faça isso com cuidado, porque se você rasgar demais na parte de cima, o pimento pode se romper e o recheio escorre. Eu os lavo bem, até duas vezes, porque sempre encontro alguma semente presa em algum lugar.
2. Corte a cebola bem picada, o mais fino possível sem chorar sobre a tábua. Não precisa ser uma pasta, mas também não pedaços grossos. Se você tiver algum resto de cenoura na geladeira, pode ralar e colocar para refogar, para dar sabor e um pouco de doçura.
3. Aqueça cerca de 50 ml de óleo em uma panela maior e coloque a cebola para refogar. Não frite, apenas amoleça e deixe cheirar bem. Após dois ou três minutos, baixe o fogo, adicione a carne picada. Mexa sempre, para não grudar, por cerca de 5-6 minutos, até a carne não estiver mais rosada e começar a soltar a gordura.
4. Lave bem o arroz de duas a três vezes, até não soltar mais água esbranquiçada. Eu coloco diretamente sobre a carne e a cebola, para que absorva o sabor. Misture no fogo por mais 2-3 minutos, até ficar translúcido, não cozinhe completamente. Agora adicione as colheres de extrato de tomate ou tomates picados. Deixe tudo no fogo médio por cerca de 3-4 minutos, apenas para homogeneizar.
5. Despeje tudo em uma bacia ou tigela grande (eu gosto de ter espaço para misturar bem com as mãos, não apenas com a colher). Aqui adicione o sal, a pimenta, o endro e, se quiser, um punhado de salsa. Prove o sal no final, antes de rechear. Se o recheio estiver um pouco seco, você pode regar com meia xícara de água.
6. Recheie os pimentos com uma colher, mas não os aperte demais. Deve deixar um pouco de espaço em cima, pois o arroz ainda vai expandir. Não coloque até a borda, pois transbordam e não fica muito elegante quando você os tira do prato.
7. Corte os tomates em fatias finas, cubra cada pimento com uma fatia. Não é obrigatório, mas a parte assada no final é muito boa.
8. Prepare uma panela funda ou um caldeirão, unte o fundo com o restante do óleo (cerca de 2-3 colheres). Arrume os pimentos com as “tampas” de tomate para cima, para que fiquem bem próximos uns dos outros, mas sem amassá-los.
9. Despeje água fria, o suficiente para chegar à metade dos pimentos, ou um pouco mais. Não os submerja completamente, pois não precisa que nadem.
10. Leve ao forno, em temperatura média (180°C funciona para mim) por cerca de uma hora e quinze minutos. Se quiser, pode deixar a panela coberta com uma tampa ou papel alumínio nos primeiros 45 minutos, depois descubra para dourar. Cerca de 10 minutos antes de retirá-los, polvilhe tomilho e o restante dos tomates em cubos, para dar sabor e aparência. Pronto!
DICAS ÚTEIS
- Não recheie os pimentos até o topo, pois o arroz se expande e eles podem estourar ou vazar. É uma armadilha clássica, nas primeiras vezes aconteceu comigo.
- Se você não quer ligar o forno, pode fazê-los no fogão em fogo baixo, apenas tenha uma panela de fundo grosso, para não grudar.
- Verifique para não esquecer o sal; o recheio sem sal não é salvo nem com creme de leite e pimenta na hora de servir.
- Se quiser um pouco de fumaça, pode adicionar um pedaço de defumado ou um pequeno joelho de porco ao molho do assado (mas atenção ao sal).
- Para uma cor mais intensa e sabor mais pronunciado, você pode misturar um pouco de extrato de tomate na água.
SUBSTITUIÇÕES (para quem precisar):
- O arroz pode ser trocado por quinoa ou amaranto para quem não quer glúten ou tem intolerâncias. Funciona, mas o sabor não é o mesmo. Se você quer algo “baixo em carboidratos”, retire o arroz e coloque cogumelos picados.
- A carne pode ser apenas de vaca, apenas de porco ou mesmo frango picado. Para uma versão vegana, use apenas cogumelos, arroz e muitas ervas.
- A erva pode ser ajustada conforme o que você tem na geladeira: endro, salsa, até um pouco de estragão se você gosta do sabor forte.
- Se você tem intolerância à cebola, experimente alho-poró ou cebolinhas verdes, embora não fique exatamente igual.
VARIAÇÕES
- O recheio pode ser feito metade carne, metade legumes (berinjela picada ou abobrinha), se achar muito pesado.
- Se não tiver pimentos, pode rechear tomates, abobrinhas ou até cebolas grandes cozidas previamente (para os nostálgicos ou experimentadores).
- Para um sabor especial, às vezes coloco um pouco de queijo maturado ralado na mistura – funciona surpreendentemente bem.
- Você pode misturar um pouco de molho de soja no recheio, para um toque mais umami, mas sem exageros.
IDEIAS DE SERVIÇO
- O melhor é no dia seguinte, aquecido lentamente. Um creme de leite espesso por cima e, se quiser algo fresco, uma salada de tomates picados com cebola e um pouco de óleo.
- Combina perfeitamente com pão torrado ou polenta.
- Para beber, uma cerveja clara e gelada é a escolha clássica, mas um vinho branco seco também combina muito bem.
- Se tiver convidados, coloque os pimentos em um grande prato, polvilhe endro fresco por cima, fica bonito e enche a barriga.
PERGUNTAS FREQUENTES
1. Por que meus pimentos se desfazem ao assar?
- Mais frequentemente porque você os limpou de forma muito agressiva ou usou pimentos muito maduros, que se rompem facilmente. Ou você recheou demais, e o arroz rompeu as paredes. Recheie-os levemente e não os deixe muito tempo no forno.
2. Como posso tornar os pimentos mais leves para o estômago?
- Use carne magra (de frango ou vaca) e diminua a quantidade de arroz. Adicione mais legumes ao recheio (abobrinha, cogumelos). Pule a fritura da cebola em muito óleo, use água ou muito pouco óleo.
3. Como sei quando os pimentos estão prontos?
- Quando o pimento estiver macio ao garfo e o arroz de dentro estiver completamente cozido, não crocante. Se tiver dúvidas, retire um e corte – é a única maneira segura.
4. Posso congelar os pimentos recheados?
- Sim, mas ao descongelar ficam mais macios, não têm mais a textura firme. O melhor é congelá-los depois de esfriarem, em porções pequenas, e deixá-los descongelar lentamente na geladeira antes de reaquecer.
5. O que faço se sobrar recheio?
- Faça pequenas sarmas em folhas de repolho ou videira, ou coloque diretamente em abobrinhas cortadas ao meio. Ou asse diretamente, em forma de almôndegas, com um pouco de molho por cima.
VALORES NUTRICIONAIS (por porção média, a partir de 7 porções):
Cerca de 350-400 kcal por porção, se não colocar creme de leite em excesso. Os macronutrientes, de forma aproximada: proteínas cerca de 20 g, gorduras cerca de 18 g, carboidratos aproximadamente 30-35 g, dependendo de quanto arroz e óleo você usa. A carne de porco e a de vaca trazem proteína e gordura, o arroz e o pimento fornecem carboidratos, e a cebola e os tomates, além do sabor, trazem fibras. Não é exatamente uma receita de dieta, mas também não é uma bomba calórica se você não exagerar com pão e creme de leite. Além disso, o fato de você incluir muitos legumes faz com que esses pimentos sejam mais “amigáveis” para o estômago do que outros com carne gordurosa.
COMO CONSERVAR E REAQUECER
Depois de esfriarem completamente, coloco tudo em um recipiente com tampa e guardo na geladeira, onde duram facilmente de 2 a 3 dias (se não forem comidos entre tempo). Para reaquecer, o melhor é no forno, coberto com papel alumínio ou tampa, em fogo baixo – assim não secam. Se estiver com pressa, também pode ser no micro-ondas, mas tenha cuidado para não explodir o recheio – às vezes, o vapor “explode” o pimento. Você pode reaquecer diretamente no molho deles, eventualmente com um toque de água, para que não fiquem secos nas bordas. Já aconteceu de eu esquecer uma porção na geladeira por quatro dias e estava ok, mas não recomendo. Se quiser congelar, coloque-os em sacos porcionados e descongele lentamente, para não ficarem com textura de esponja.
É isso. A partir daqui, cada um faz ao seu gosto e com o que tem na geladeira. Eu não encontrei duas versões iguais, sinceramente.
Ingredientes
16 pimentões, 1 kg de carne moída de porco e boi, 1 xícara de arroz, 2-3 tomates picados, 3 cebolas, endro, grãos de pimenta, sal, 100ml de óleo, 2-3 tomates, tomilho